Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 24/11/2020

Durante o século XVI, a educação no Brasil é iniciada com a catequese para os índios, enquanto os outros recebiam mais matérias e com aprofundamento, como letras. Nos dias que correm, é possível perceber os resquícios da negligência com essa etnia. A discrepância do ensino dado aos indígenas e os demais cidadãos é notória e inaceitável. O cenário revela, por sua vez, três pontos incontestáveis: o descumprimento da lei e, como causas, a indiferença e o preconceito. Ambos, por fim, fomentam a desigualdade social e apontam para a falta de auxílio e iniciativa por parte do coletivo.

Em primeiro lugar, cabe analisar a questão legislativa, que serve de base para a problemática. De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, a educação deve ser um direito a todos os cidadãos e dever do Estado e da família. No entanto, nota-se descumprimento de tal norma. Pelo Censo 2016, aproximadamente 63% dos jovens indígenas ficaram de fora das bolsas em universidades particulares. Sendo assim, os dados revelam a realidade desse povo - que foge ao que a lei estabelece -, estando eles em posição inferior na sociedade em uma das áreas mais relevantes, a educação.

Por conseguinte, a infração de uma norma a respeito da educação, em seu caráter fundamental, evidencia a indiferença e o preconceito contra o grupo em questão. Por sua vez, os indígenas experimentam do desinteresse por parte das autoridades, bem como do povo. Segundo “Formigas”, livro de autoria de William Douglas e Davi Lago, uma análise do coletivo desses insetos indica algumas características essenciais para o funcionamento da sociedade. Conforme as pontuações, a iniciativa e o trabalho em equipe são obrigatórios para o progresso. Constata-se que, não havendo esses requisitos para com os índios, a mudança se torna algo distante, fazendo com que o preconceito tenha lugar de destaque; logo, oferecer educação à essa parte da população se torna uma tarefa desafiadora.

Destarte, para que haja educação de qualidade para os indígenas no Brasil, o Ministério da Educação, em parceria com o Poder Executivo, deve desenvolver um projeto que vise a propor a extensão do ensino das cidades nas aldeias. A ação deve ser feita por meio do financiamento dos órgãos bem como a solicitação de professores qualificados para a tarefa. O planejamento, por sua parte, deve estabelecer a construção de algumas instituições nos lugares que não as têm, com a entrega de mesas, cadeiras, lousas e materiais didáticos. Ainda, o feito deve ser propagado nas moradas dos indígenas e divulgado nas redes para que a população seja conscientizada e possa oferecer ajuda com capital e equipamentos. Isso posto, a lei será devidamente cumprida e a sociedade progredirá.