Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 01/12/2020
Moby Dick, por Herman Melville, 1840, é um clássico da literatura universal. O navio Pequod, pela liderança de Ahab, é usado na obsessiva caçada ao cachalote; o capitão, por sua vez, não preza pelo bem da tripulação e nem mesmo pela própria vida, compulsivo em sua busca. A aventura de Melville revela que o enfoque em uma questão - e a indiferença às demais - pode ser prejudicial. Logo, a dedicação para a melhoria de escolas de alto desempenho e o desinteresse com a educação aos indígenas é uma inadequação. Consequência de anos de história, tal postura descumpre a lei brasileira, além de apontar para a falta de coletividade do povo, que é passivo à problemática.
Em primeiro lugar, cabe analisar as origens do cenário atual. Durante o século XVI, com a chegada dos jesuítas ao Brasil, os índios começaram a receber ensino. No entanto, havia apenas a catequese; outras áreas do conhecimento como Letras e Ciências Exatas não eram explanadas. Desse modo, é possível constatar que os dias que correm têm resquícios da indiferença que foi comum por muito tempo, sendo naturalizada. Porém, a Constituição Brasileira de 1988 reconhece que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da Família, ou seja, permanecer em passividade e ignorância,
além de ser incoerente, é descumprir a lei brasileira - tanto a sociedade quanto o governo.
Ademais, a postura em questão expõe a ausência da coletividade, característica fundamental para a população, haja vista que todos se ajudam direta ou indiretamente. Em “Formigas”, livro de William Douglas e Davi Lago, 2016, existem aspectos essenciais para o devido funcionamento da sociedade, com base no agrupamento dos insetos mais bem sucedidos do mundo e no livro da sabedoria, Provérbios. Dentre as pontuações, estão o trabalho em equipe e a iniciativa para a prevenção e a resolução de problemáticas. Entretanto, o povo brasileiro, bem como as autoridades, não praticam tais ações. Por conseguinte, questões relevantes como o ensinamento aos indígenas ficam em segundo plano, passando por um acumulo de desafios que parece não ser notado.
Destarte, para que seja oferecida educação de qualidade a esse grupo, o Ministério da Educação (MEC), juntamente ao Poder Executivo, deve desenvolver um projeto que vise a propor a expansão do ensino para as aldeias e os lugares próximos delas. O planejamento deve ser executado por meio do financiamento por parte dos órgãos envolvidos e da contratação de professores capacitados, além da possibilidade de arrecadação dos que decidirem cooperar com a causa. Ainda, é precisa a divulgação da ação para conscientizar a sociedade. Os professores, então, serão enviados ao local de trabalho 3 semanas ao mês durante o ano letivo, com os materiais necessários oferecidos pelos responsáveis pelo projeto. Assim, os desafios em foco serão superados, distanciando-se da incoerência de Ahab.