Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 29/12/2020
A Constituição Federativa do Brasil de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico - jurisdição a todos o direito a educação. No entanto, esse processo não ocorre de forma igualitária, tendo em vista os desafios em levar a educação para os povos indígenas. Com efeito, torna-se premente análise dos principais impactos dessa problemática: a falta de investimentos no ensino das comunidades nativas e os estereótipos históricos dos quais colocam os índices em posições de inferioridade.
Em primeiro plano, vale ressaltar que de certa forma a precariedade em que se encontra a educação indígena é responsabilidade do Estado. Nesse viés, é importante destacar que há cerca de 274 idiomas e mais de 305 etnias, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa grande diversidade há também a negligencia das autoridades, o pondo em destaque é a precariedade na escolaridade de muitos desses povos. Ora, a pouca educação que os índios apresentam está ligada a inúmeros fatores como por exemplo a pouca infraestrutura nas escolas e a ausência de professores capacitados que lecionem conforme os idiomas nativos. Logo, não é razoável que mesmo no século XXI - uma era da informação - as comunidades indígenas não têm acesso a educação de qualidade. Ademais, é viável observar que os vestígios da colonização brasileira ainda no contexto hodierno impõe ao índio as características de um ser “selvagem”. Nesse sentido, as missões jesuítas têm um papel de destaque na educação dos povos nativos do Brasil, haja vista o método usado era a catequização, um qual descaracterizava a cultura do índio. A catequização, por sua vez, ainda é utilizado nos tempos atuais, porém de maneira modificada ou metafórica como se observa na conduta das autoridades, como quais submetem os índios a uma educação que não condiz, na maioria das vezes, com o modo de vida das comunidades nativas que não pousa de meios de transporte ou mesmo de energia e internet. Dessa maneira, é intolerante deixar que ano após ano a educação indígena fique parada no tempo.
Portanto, devem ser medidas para otimizar a educação indígena no Brasil. Dessarte, cabe ao Ministério da Cidadania propor e impor alternativas que viabilizem a educação do nativo brasileiro, por meio de investimentos na infraestrutura das comunidades e na capacitação de professores, a fim de que estes possam lecionar conforme o idioma de cada etnia de forma a valorizar com eficácia a cultura indígena. Além disso, Além disso, compete a sociedade como um todo repudiar os estereótipos preconceituosos aderidos aos índios, mediante a denúncia aos órgãos competentes como por exemplo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), para que desse modo se tenha uma educação igualitária para os povos indígenas brasileiros.