Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 28/12/2020
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, ao analisar os desafios para a escolarização da população indígena no Brasil, percebe-se que, na realidade, os ideias da Carta Magna não são cumpridos. Esse cenário antagônico é fruto tanto da ausência de investimento governamental, quanto da falta de professores especificamente qualificados neste tipo de ensino. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Em primeiro lugar, é inevitável pontuar que o problema deriva da baixa atenção dada pelo Estado, no que concerne à criação de estruturas direcionadas a atender as necessidades de cada aldeia. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, entretanto, isso não ocorre no país. Devido a falha na atuação das autoridades, a comunidade aborígene é a mais excluída do corpo social, uma vez que não possuem o mínimo para se ter um ensino justo. Sem materiais escolares impressos na sua língua local, ocorre a alienação involuntária desse povo. Desse modo, é imprescindível a reformulação dessa postura estatal com o fito de garantir os direitos inalienáveis aos nativos canarinhos.
Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de educadores capazes de atender a demanda é visto como um promotor grave do empecilho. De acordo com o site Agência Brasil, há dez mil vagas para professores que falam o dialeto de localidades nativas, porém não são preenchidas pela baixa procura e carência de recursos. Nesse sentido, ao não divulgar, incentivar e dar meios para que haja interessados aos cargos em aberto, os líderes da nação estão contribuindo com a desinformação e deficitária escolarização indígena brasileira. Logo, é inaceitável que esse quadro perpetue, dado que é impossível equalizar a pedagogia desse grupo com alunos sem compreender integralmente o que é falado em sala.
Fica claro, portanto, que medidas são essencias para combater o avanço da problemática na democracia brasileira. Dessa forma, com o intuito de reduzir os impasses abordados, necessita-se, imediatamente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em materiais de estudo interculturais, por meio de impressão de livros em português e no dialeto da aldeia. Além disso, é necessário que este mesmo órgão ofereça bolsas, recorrendo a faculdades públicas e privadas, para aqueles habitantes locais que quiserem contribuir com seu povo na educação. Somente assim, será possível resolver a equação, somando a infraestrutura com os educadores certos, para no fim exercer com justiça a Constituição Federal.