Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 14/01/2021
‘‘O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles’’. A afirmação atribuida à filósofa Simone de Beauvoir pode facilmente ser aplicada aos desafios para a educação da população indígena no Brasil, já que mais escandalosa que a ocorrência da problemática é o fato de a população se habituar a essa realidade. Nesse sentido, é evidente que o quadro tem origem inegável na negligência do Estado. Desse modo, entre os fatores que contribuem para aprofundar essa conjuntura, podem-se destacar a falibilidade legislativa e a educação tecnicista.
Primeiramente, a Constituição Federal Brasileira de 1988, artigo 6º, garante a todos os brasileiros e residentes dos país o direito à saúde, à alimentação e à educação. Entretanto, o Censo Escolar da Educação Básica aponta o contrário, uma vez que existem mais de oitocentos mil indígenas e apenas duzentos mil estão matriculadas em escolas. Logo, é evidente que a falibilidade legislativa é um desafio para a educação da população indégena. Por isso, o Poder Executivo deve administrar melhor o dinheiro público para que todos tenham acesso a esse direito.
Outrossim, segundo Immanuel Kant, ‘‘o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’. Dessarte, a educação tecnicista, modelo de ensino adotado por volta de 1970, transforma professores e alunos em meros executores e receptores de conteúdo, sem nenhum vínculo com o contexto social. Dessa maneira, o discente não desenvolve senso crítico para debater problemas sociais, como a precária educação para a população indígena. Destarte, a reflexão de Kant se concretiza, pois as escolas não preparam os estudantes para reivindicar o próprio direito e dos outros. Então, as escolas devem organizar palestras sobre o assunto.
Em virtude dos fatos mencionados, nota-se como a negligência do Estado corrobora para o agravamento da situação. Portanto, de acordo com Nelson Mandela, ‘‘a educação é a melhor ferramenta para se mudar o mundo’’, nessa perspectiva, o governo deve investir em educação, principalmente em mais aulas de filosofia e sociologia, para formar alunos mais éticos e por intermédio do ‘‘plano para levar educação a todos’’, será executado. Ademais, deverá oferecer a mídia televisa incentivos fiscais para divulgar o plano. Por conseguinte, se tudo for feito, o problema será amenizado.