Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 23/05/2021
Atualmente, o ensino e a educação básica são direitos iguais para todos, pois todos merecem ter a mesma aprendizagem. Porém, nem sempre tais direitos são atingidos por todos, visto que, mesmo em dias atuais, muitos indígenas ainda não recebem os mesmos conhecimentos e instruções que outras pessoas adquirem nas escolas e centros educacionais. A falta de estudo de muitas comunidades indígenas pode, futuramente, acarretar em sérios problemas sociais, como dificuldades na leitura e escrita, influenciando suas carreiras futuras e modos de vida.
No Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado nesta terça-feira, 9, o Ministério da Educação celebra os avanços recentes na educação escolar indígena. A secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão, Ivana de Siqueira, lembra, no entanto, que o país ainda tem muito a caminhar nessa área. A falta de professores especializados pode ser considerada um dos desafios para a comunidade indígena. A cultura dos mesmos também está ligada ao problema. Em muitos casos, tais estudantes entram para o ensino médio e, mesmo assim, ainda possuem certas dificuldades, já que eles têm muitas especificidades culturais e linguísticas e nem toda instituição está preparada para lidar com isso.
Por conseguinte, muitos indígenas ainda não recebem o mesmo tipo de educação que outros da sociedade. Os estudantes indígenas são os que menos contam com apoio público para pagar cursos específicos. Segundo o Censo de 2016, dos 1.2 milhões que usam o Fies, apenas 4.474 fazem parte da comunidade indígena. No mesmo sentido que dos 427 mil beneficiados com bolsa integral no Prouni, 1.022 também se encaixam em tal comunidade. Desse modo, estima-se que 63% dos indígenas não conseguiram vaga gratuita ou não foram selecionados nem pelo Fies, nem pelo ProUni para custear faculdade privada.
Em virtude de toda a adversidade, faz-se necessário a ajuda governamental para o crescimento e evolução do ensino à comunidade indígena, por meio de incentivos na formação de novos professores que estejam diretamente relacionados à cultura e língua dos diversos povos indígenas. Para que assim possamos ter um ensino de qualidade e igualdade a todos, sem exclusão de raças existentes.