Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 23/07/2021

Na obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, tem como característica mais marcante seu nacionalismo ufanista, acreditando em um país útopico. Nessa perspectiva, os desafios relacionados a educação indígena no Brasil, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Portanto, fatores como descaso estatal e a desigualdade étnica, favorecem o agravamento desse ímpasse no país.

Em primeira análise, vale ressaltar que o descaso estatal pode-se tornar um obstáculo na vida de pessoas que sofrem com esse problema, uma vez que devido apoio não é direcionado a essa população. Dados do censo 2016, relatam que 63% dos indígenas não conseguiram vagas gratuitas ou não foram selecionados pelo Fies e ProUni para universidades privadas. De tal modo, fica evidente a falta de apoio e investimentos de integração desses povos indígenas ao sistema educacional brasileiro, favorecendo cada vez mais um sistema não igualitário.

Ademais, a desigulade étnica que esse povo de cultura adversa sofreu em toda sua história se faz ainda muito presente na sociedade contemporânea. Prova disso, dados da “Pnud” (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), relata que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, desfavorecendo a progressão da situação. Desse modo, a resolução de melhorias fica cada vez mais distante, uma vez que o progresso é impossível sem mudanças.

Destarte, o desafio para a educação de indígenas representa uma ameaça concreta não apenas aos diretamente envolvidos como a todos cidadões que, indiretamente, também figuram vitímas de seu legado. Nesse sentido, o Estado deve executar investimentos estruturais para a educação, por meio de verbas. Espera-se, com isso, que os efeitos negativos causados na sociedade seja catalisados de uma vez por todas.