Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 30/07/2021
O filósofo Aristóteles evidencia a busca do homem pelo bem individual e coletivo. Nesse prisma, com o reconhecimento constitucional e das Leis de Diretrizes Bases da Educação Nacional (LDB), é certo a presença da educação indígena no Brasil, ensino que visa uma educação escolar específica, diferenciada, intercultural, bilíngue/multilíngue e comunitária, contribuindo para a preservação da cultura indígena. Entretanto, nem todos os nativos usufruem dessa educação, pela falta de infraestrutura e materiais didáticos nos locais de ensino.
De início, é notório que as escolas indígenas muita das vezes são improvisadas, com pouca capacidade para organizar e estruturar todos os alunos, não possuem energia elétrica e nem saneamento básico, por esse motivo, muitos alunos optam em estudar nas escolas da área urbana, enfrentando dificuldades de transporte, discriminação e acabam perdendo suas identidades éticas culturais. Nesse cenário, segundo o Censo Escolar (2017), 30,93% das escolas locais não local de um espaço físico construído pelo poder público para funcionar. Nesse sentido, é essencial a adoção de medidas que venham para combater uma problemática em questão.
Ademais, outro impasse importante para a educação indígena é a falta de materiais didáticos que equilibram a língua portuguesa com a língua da tribo, disponível para a formação acadêmica estudantil. Nessa perspectiva, segundo o Censo Demográfico menos da metade das tribos (48%) utilizam materiais didáticos em língua indígena ou bilíngue (em língua indígena e em Língua Portuguesa). Nesse viés, o filósofo inglês Thomas Hobbes afirma que “O Estado é responsável por garantir o bem estar da população”, ou seja, cabe ao governo brasileiro disponibilizar um maior acervo de materiais didáticos à população indígena brasileira, com o intuito de amenizar os desafios enfrentado por essa educação e garantir aos índios melhores condições de estudos.
Em vista dos fatos abordados, faz-se necessária a adoção de medidas que venham diminuir os desafios para a educação da população indígena no Brasil. Por isso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação e da Infraestrutura, proporcionar aos nativos uma educação de qualidade e que atenda o maior número de estudantes, por meio da construção de prédios escolares nas tribos, verbas que possibilitem a compra de mobiliário escolar e de materiais didáticos que comtemplem todos os alunos, instalação de redes elétricas de energia e saneamento básico, a fim de reduzir cada vez mais o número de indígenas estudantes de escolas urbanas e, assim, conservar as culturas indígenas. Somente assim, o homem segundo Aristóteles evidenciará sua busca pelo bem individual e coletivo.