Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 05/09/2021

Segundo o filósofo romano Sêneca, a educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda vida. Nesse sentido,  na conjuntura brasileira contemporânea, cade discutir os desafios na educação da população indígena no país, onde os mesmos não são valorizados da forma necessária no âmbito educacional. Assim sendo, o problema persiste devido á negligência estatal e devido ao silenciamento dessa camada populacional.

Em primeiro plano, a má operância do Estado quanto a educação indígena é um complexo dificultante. De acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, em seu livro “O cidadão de papel”, nem sempre os direitos garantidos nos documentos nacionais oficiais são cumpridos, desencadeando assim em direitos contidos apenas no papel. Sob essa perspectiva, a inserção defasada de indígenas nas universidades e o pouco investimento nas condições de estudo em aldeias, vão contra ao direito constitucional, segundo artigo 5°, da população indígena ao acesso estudantil de qualidade. Assim, tal obrigação estatal, é transformada, segundo Dimenstein, em uma lei de papel.

Outrossim, o silenciamento dos indígenas no Brasili deve ser pontuado e discutido. Desse modo, o pensamento do sociólogo Pierre Bourdieu, quando diz que algumas temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas, cabe perfeitamente. Nessa linha de raciocínio, os desafios dos reais descobridores do Brasil são muitas vezes silenciados, sobretudo por grandes estruturas de poder, como os meios de comunicação, onde a televisão pode ser exemplo. Tal plataforma, muitas vezes invisibiliza  a luta pela inserção educacional indígena, não mostrando a real situação desse povo. Dessa forma, o silenciamento arquiteta tal lastimável panorama no Brasil do século XXI.

Portanto, urge medidas necessárias para resolução do impasse. Logo, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve criar um projeto chamado “Minha Aldeia tem Escola”, onde as verbas seriam destinadas a criação de escolas em todo território indígena brasileiro, como também, a destinação iria para contratação de professores, compra de material escolar e merenda. Nessa ação também seria proposta a criação da #INDÍGENASEXISTEM, nas redes sociais e em programas de televisão, ajudando no problema do silenciamento e a afim de cuidar, o que, segunda Sêneca, influi sobre toda vida.