Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 30/09/2021
A Constituição Federal de 1988, conhecida como Cidadã, indo contra a exclusão dos povos nativos, decretou uma lei, a aborda que: os povos indígenas têm direito a uma educação escolar específica e comunitária. Com essa norma, revelação se a necessidade do conhecimento para a vivência do indígena na sociedade. No entanto, nota-se a irresponsabilidade humana no que tange à educação dos aborígenes no Brasil. Nesse sentido, percebe-se que a temática espelha um contexto desafiador, seja em razão da opressão governamental, seja pela desigualdade.
Primariamente, é inevitável destacar o autoritarismo do governo como bloqueio para a resolução do problema. Segundo a canção “Another Brick in The Wall”, Pink Floyd, o sistema educacional não objetiva transformar os alunos em pensantes e questionadores, mas sim em apenas mais um número na sociedade. Isso ocorre pela opressão governamental, quando se trata da educação dos indígenas e de sua evolução escolar. Nesse viés, de acordo com o Ministério da Educação, há uma alta taxa de cidadãos indígenas com mais de 15 anos analfabetos. Por consequência, muitos adultos da tribo enfrentam dificuldades na conquista de liberdade e autonomia para conviver em sociedade. Logo, faz-se essencial a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, a desigualdade social apresenta a relação íntima com a existência do cenário dos indígenas no país. Conforme defendido por Jason Lima- linguista brasileiro- existe uma classe dominante na sociedade, um qual impede a ascensão dos grupos menos favorecidos, dificultando seu acesso à educação. Nesse contexto, observa-se que a teoria é uma realidade enfrentada no Brasil, visto que a comunidade indígena socialmente desfavorecida recebe apenas da educação que uma elite social ganha. Isto é, enquanto a alta classe obtém educação de qualidade, com alfabetização em massa, os estudantes aborígenes ganham um precário, sendo incapaz de se alfabetizar. Como consequência, os índices de analfabetismo funcional tornam-se cada vez maiores nas tribos, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim,
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação- corpo responsável pelo sistema educacional brasileiro- preocupe-se com uma população nativa desfavorecida do país, com urgência, por meio do oferecimento de palestras prestadas por pedagogos, um fim de ceder conhecimento à comunidade aborígene e aproximá-los dos benefícios de serem alfabetizados. Paralelamente, o Ministério da Economia- órgão de ampla abrangência- deve viabilizar a educação dos indígenas, por meio de incentivo monetário voltado para a inclusão dos nativos na sociedade, com um necessário de cessar o problema. Consequentemente, transformando o Brasil em um país com educação de qualidade.