Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país do futuro”. Entretanto, hodiernamente, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que a educação dos indivíduos aboríges não é devidamente contemplada. Nesse contexto, essas dificuldades são resultado de uma ineficácia governamental, além da cultura do abuso presente na terra canarinha.
Diante disso, é importante destacar a ineficiência do governo como acentuadora dos obstáculos. Sob esse viés, John Locke, filósofo iluminista, diz que o ser humano abre mão de sua liberdade para possuir direitos, porém, quando essas prerrogativas não são estabelecidas há uma quebra do “contrato social”. Nesse sentido, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover medidas que ofereçam um ensino adequado para a população indígena, contemplando suas especificidades, como, o baixo número de escolas nas quais utilizam a lingua Tupi como a principal - consoante levantamento da UOL-. Por consequência da pouca atenção para essa parte da sociedade, o número de aboríges que possuem um diploma de curso superior é muito baixo - cerca de 1,9% do total de nativos brasileiros de acordo com o MEC. Logo, verifica-se a necessidade de ações do Estado para reverter esse cenário.
De modo complementar, os costumes do corpo social brasileiro também são um desafio para o progresso. Nessa ótica, o sociólogo Gilberto Freyre, na obra Casa-Grande e senzala , defendeu que a formação do brasileiro ocorreu pela colônia da exploração, em que negros e índios eram escravizados para servir o patriarca branco. Essa política, retrógrada, dialoga com a atualidade, à medida que as minorias sociais, sobretudo as comunidades autóctones, são marginalizadas, por exemplo, a pouca representação que os nativos possuem na política nacional. Como resultado, os interesses desses indivíduos não são bem representadas pelos governantes. Portanto, medidas são precisas para combater essa cultura negativa.
Em síntese, constata-se que ações carecem ser levantadas na inércia do governo e desconstrução de costumes. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de um pasta especial, verificar quais são as demandas que necessitam ser cumpridas para que a população autóctone tenha um ensino eficiente. Posto isto, após virificadas as requisições precisa-se de uma destinação de recursos do Governo Federal para colocar as medidas em prática. Por fim, o ato tem como finalidade de que sejam oferecidas as condições para a comunidade Tupiniquim. Ademais, o MEC precisa, por intemédio da mídia, grande propagadora de informações, estimulas os indivíduos a defenderem as inclinações dos índios, dado que são minoria no país. Em suma, a postura é tomada com o intuito de que as predileções dos aboríges sejam contempladas.