Desafios para a educação da população indígena no Brasil

Enviada em 13/07/2022

Na crônica “Eu sei, mas não devia”, a escritora Marina Colasanti elucida sobre como as mazelas sociais são tratas de forma banal. Essa obra pode, facilmente, fazer referência à questão da importância da formação educacional dos povos indígenas, dado que temas como esse, atualmente naturalizados, pussuem desafios que não causam estranheza no território brasileiro. Logo, é preciso apontar o aspecto sociocultural e a insuficiência estatal como pilares fundamentais da chaga.

É preciso considerar, a princípio, que o fator cultural é um empecilho a ser superado. Segundo Talcott Parsons, renomado sociólogo, a família é uma máquina de produzir personalidades humanas. Sob tal lógica, se os estigmas associados aos povos nativos não são discutidos nos lares ou em outros convívios sociais, ocorre a intensificação de uma imagem estereotipada em relação a esses indivíduos nos centros educativos. Dessa forma, é inaceitável que essa questão ainda perdure, pois aumenta o número de nativos que desistem de estudar por estarem cansados de serem vítimas de preconceito.

Além disso, como catalisador da problemática, convém analisar a conduta do Governo. Nessa perspectiva, Celso Russomano, importantíssimo jurista brasileiro, se preocupa em tornar o direito algo despido de impurezas. No entanto, há uma falha na consolidação desse ideal. No Brasil, por exemplo, a formação educacional dos povos indígenas deveria ser solucionada pelo setor governamental. Porém, observa-se o aumento de indivíduos que não vão à escola por precisarem se deslocar para as cidades que estão distantes das aldeias. Assim, segregar os centros de ensino das comunidades indígenas é inadmissível, uma vez que delimita o direito à educação para as pessoas mais favorecidas geograficamente.

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas contornar a problemática. Para tanto, o Ministério das Comunicações, por intermédio de parcerias com programas televisivos, deverá elucidar o assunto nas escolas e redes sociais, com o objetivo de mostrar as principais consequências das dificuldades e criar condições favoráveis para que as famílias discutam sobre o tema. Além disso, é preciso que o Estado construa escolas em aldeias indígenas.