Desafios para a educação da população indígena no Brasil
Enviada em 28/08/2022
Segundo a Constituição de 1988 “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Contudo a Constituição não se faz eficaz, de modo que grupos minoritários não possuem tais direitos. Em meio a estes grupos, se destaca o indígena que possui diversas dificuldades para que tenha uma educação adequada.
Em primeira instância, Segundo o Censo Escolar, 33% das escolas indígenas não possuem material didático específico para a diversidade sociocultural. Além disso as escolas que possuem os materiais não possuem professores e demais profissionais indígenas, com isso dão preferência a materiais que não são da educação indígena. Sendo assim, os profissionais não dão espaço para a cultura nativa e acabam interferindo com elementos externos.
Em segunda instância, é imprescindível que o professor fale a língua nativa do povo em questão e entenda a sua cultura. Formar professores qualificados é uma tarefa complexa. Em decorrência disso, o número de professores não suprem todas as comunidades indígenas. Porém, o MEC desenvolveu o Programa de Formação Superior e Licenciatura Indígenas (Prolind) com o objetivo de aumentar o número de professores indígenas no país.
Deste modo, há necessidade de melhoria da vida educacional da população indígena no Brasil. O Estado junto a O MEC(Ministério da Educação) e FUNAI, deve-se investir para que professores possam se especializar em línguas, aprender sobre a cultura nativa, fazendo com que se aumente as taxas de formados dessa população, preservando ainda suas raízes e sua cultura.