Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 27/08/2025

Na obra “O Mundo Azul”, retrata as dificuldades passadas por Maira Monteiro, como mãe, de encontrar escolas realmente inclusivas e integradoras para seu filho autista. Esse seria apenas um dos relatos da realidade atual do Brasil, em que as instituições de educação não estão preparadas para receber alunos com transtornos neurológicos em suas salas. Nessa perspectiva, se torna imprescindível analisar como os estigmas a esse grupo da sociedade reflete na negligência de preparo dos locais de ensino.

Em primeira análise, é indiscutível a existência da exclusão da população com tais impasses em seu neurodesenvolvimento no meio escolar. De acordo com a teoria do “Etiquetamento”, de Howard Becker, indivíduos com transtornos neurológicos - como autismo, TDAH, dislexia - são denominados e podem internalizar esse papel, sentido-se inferiores e de serem menos capazes do que pessoas sem essas rotulações. Assim, pessoas que não estão dentro do padrão neurotípico imposto pela sociedade, são estigmatizadas e excluídas em vez de terem a atenção necessária com apoio especializado e estrutural para sua inclusão nesse ambiente.

Em virtude disso, é válido ressaltar que essa estigmatização resulta na falta de preparo das instituições de ensino para receber esses indivíduos. Dados do INEP mostram lacunas entre o número de pessoas matriculadas desse grupo social e a quantidade de profissionais e recursos para acolhê-los. Logo, por mais que estejam matriculados, não há uma preparação desses locais para que consigam ter um aprendizado de qualidade, fazendo que essas pessoas sejam marginalizadas e excluídas nesse meio educativo.

Destarte, medidas são urgentemente necessárias para resolver esse impasse. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação junto ao Poder Legislativo não apenas propor, mas garantir a implementação e fiscalização de salas de apoio com professores capacitados e especializados em ensino a pessoas com transtornos neurológicos, em todas as escolas do país, por meio da destinação de verba específica. A fim de esse corpo social poder ter uma educação de qualidade. Logo, será tratado os desafios de ensino para esse grupo estigmatizado na sociedade.