Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 28/08/2025
Na série “Jovem Sheldon”, Sheldon é um garoto com Transtorno do Espectro Autista que sofre com a falta de acessibilidade na sua escola. Atualmente, de maneira análoga à série, é evidente a ausência de auxílio a pessoas com algum tipo de transtorno neurológico nas escolas brasileiras. Nesse contexto, nota-se a configuração de um grave problema em virtude da negligência governamental e do preconceito da população.
Em vista disso, a negligência do governo em relação ao ensino inclusivo é visível na sociedade. A Constituição Federal garante a igualdade de condições de acesso na escola, porém, o artigo não está sendo cumprido. Sob essa ótica, a escassez de professores capacitados a atender a necessidade de alunos neuroatípicos é uma das consequências do descaso do governo com a educação. Em suma, uma mudança urgente deve ser realizada, visando à melhor aprendizagem para essas pessoas.
Ademais, o preconceito enraizado na população afeta no debate sobre um ensino inclusivo. Segundo Inmanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, no momento em que as instituições de ensino discriminam pessoas com algum tipo de deficiência, excluindo-as de um aprendizado digno, isso influência os indivíduos a criar um estigma contra esses cidadãos. Com base nisso, é evidente a necessidade de debelar esse preconceito.
Portanto, o Ministério da Educação - órgão responsável por zelar pela qualidade das normas educacionais - deverá investir em cursos para capacitar os professores a atender a demanda de todos os alunos igualmente a fim de acabar com as barreiras educacionais de pessoas neuroatípicas. Além disso, as escolas deveram combater o preconceito contra esses indivíduos por meio de palestras sobre a importância de uma sociedade sem discriminação. Com isso, espera-se superar os desafios para a educação de pessoas neurodivergentes nas escolas brasileiras.