Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 04/09/2025

No livro “O Extraordinário”, sobre um rapaz portador de uma síndrome que o di-fere das demais crianças, é possível notar como a atenção especial a jovens com transtornos melhora a experiência dessas pessoas no ambiente escolar. Sob essa ótica, muitos são os desafios para a educação de pessoas com transtornos neuroló-gicos nas escolas no Brasil, dentre os quais, a dificuldade de diagnóstico e a falta de profissionais na assistência escolar são tópicos de pertinente discussão.

Precipuamente, transtornos neurológicos possuem sintomas, por vezes, subjeti-vos, tornando seu diagnóstico complexo e somente realizado por profissionais es-pecializados. Consoante a isso, o Ministério da Saúde realizou pesquisas que indi-cam que o número de pessoas neurodivergentes vem aumentando, seja esse aumento factual ou por subnotificação prévia, e, em contrapartida, o número de profissionais especializados capazes de prover diagnóstico adequado não acom-panha esse crescimento. Desta forma, os fatores supracitados contribuem para que a obtenção do diagnóstico seja difícil e, sem diagnóstico, as necessidades de pessoas com transtornos, como assistência para aprendizado, não são atendidas.

Em segunda análise, há também uma escassez de profissionais capacitados a prover assistência escolar a neurodivergentes. A exemplo, uma nota da Secretaria de Educação do Rio explicita a existência de poucos mediadores de apoio pedagó-gico para crianças com transtornos neurológicos, sendo esse um cargo não ampla-mente divulgado que carece de interesse populacional. Logo, as escolas mesmo que quisessem não poderiam contratar uma quantidade satisfatória de profissio-nais capacitados. Com isso, crianças com maior dificuldade de aprendizagem são prejudicadas ao não contar com assistência na realização de atividades escolares.

Infere-se, destarte, que os desafios mencionados exigem medidas capazes de mi-tigar seus efeitos. Deste modo, cabe aos Ministérios da Saúde e da Educação, em conjunto, promover conscientização, através de campanhas publicitárias, que inci-tem o interesse público no tema, tendo por finalidade cativar a população, aumen-tando a adesão em capacitações que lidem com a conjuntura dentro de seus âmbi-tos profissionais. Assim, vislumbrar-se-á um país no qual pessoas com tais trans-tornos tenham suas necessidades supridas, como no livro “O Extraordinário”.