Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 30/10/2025
A obra ‘Ensaio sobre a cegueira’ retrata a invisibilização de problemas enfrentados por minorias na sociedade. Na realidade contemporânea, a crítica de Saramago se verifica nos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Tal problemática deriva-se tanto da negligência governamental quando do descaso social. Assim, são necessários meios para reverter essa mazela.
Em primeiro plano, é crucial apontar para a falta de ação do governo ao que se refere a garantia de um ensino de qualidade para pessoas neurodivergentes. Sobre isso, a antropóloga Lília Swartz afirma que ‘o Brasil pratica uma política de eufemismos’, diminuindo a importância de problemas sociais para não ter de lidar com eles. A partir desse pensamento, percebe-se a semelhança dessa idéia com a realidade, tendo em vista o abandono Estatal acerca da educação de pessoas atípicas - decorrente da falta de estruturação adequada nas escolas do país - que contribui para a formação de uma sociedade fragilizada, aspecto decorrente da falta de métodos para garantir um acesso igualitário aos corpos escolares.
Ademais, é de extrema importância apontar para a responsabilidade social ao que se relaciona a conscientização da limitação de pessoas com transtornos neurológicos nos meios educacionais. Nesse escopo, a ativista Malala afirma que ‘a educação não é um privilégio, é um direito humano básico’. Partindo desse presuposto, infere-se que ao não acessibilizar os sistemas de ensino, o corpo social estará sendo fragilizado em decorrência da discrepância de acesso a educação de qualidade por uma parte da população em detrimento de outra. Desse modo, se faz necessário meios para reverter tal problema.
Diante do exposto, denota-se urgência de melhorias no quadro dos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Portanto, cabe ao governo - cuja função principal é a de proteção do indivíduo - a implantação de melhorias para inibir essa mazela, por meio de investimentos na reestruturação do sistema de ensino brasileiro com profissionais capacitados para lidar com alunos atípicos, para assim transformar e melhorar a qualidade de vida de pessoas neurodivergentes.