Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 17/08/2022
Dentro das atuais condições da educação brasileira, não há como incluir crianças com necessidades educativas especiais no ensino regular sem apoio especializado. É notório, que um dos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos é o despreparo dos professores e preconceitos da sociedade.
De acordo com o portal de notícias “Gazeta do Povo”, uma pesquisa realizada com professores da rede de ensino estadual, 75% não se sentem preparados para dar aulas para alunos deficientes. Convém lembrar que a legislação brasileira prevê que todos os cursos de formação de professores, do magistério à licenciatura, devem capacitá-los para receber, em suas salas de aula, alunos com e sem necessidades educacionais especiais. Entretanto, ao analisar a grande curricular do curso de pedagogia, os acadêmicos têm, aproximadamente, 68 horas-aulas de educação inclusiva e a mesma quantidade de aulas sobre linguagem de sinais. A disciplina deveria ser aplicada em todas as licenciaturas, mas por enquanto, está restrita à pedagogia.
Além disso, pode-se relacionar a dificuldade de adaptação de indivíduos com transtornos neurológicos às escolas, ao preconceito desde sempre é encaixado na mentalidade do corpo social. Segundo pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social, de 190 mil famílias entrevistadas, 53% dos pais não matrículam seus filhos deficientes nas escolas por medo do preconceito.
Logo, é dever do Ministério da Educação impor na grande curricular dos cursos de todas as licenciaturas, aulas inclusivas e linguagens de sinais durante todo o curso, assim formando professores capacitados para receber em suas salas, alunos com transtornos neurológicos. Também deve promover palestras e campanhas em instituições de ensinos sobre a capacidade de pessoas com deficiências e a necessidade da educação para todos, assim diminuindo o preconceito da sociedade, criando um cenário mais saúdavel e gerando uma educação de qualidade para pessoas com problemas neurológicos.