Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 19/08/2022

Segundo a historiografia, durante o período medieval, as pessoas com transtornos neurológicos eram consideradas como portadoras de demônios. Analogamente, alguns historiadores consideram o preconceito sobre essa questão, presente na hodiernidade, como um resquício de tal pensamento antigo. Devido a isso, o Isolamento de estudantes nessas condições e a incidência de depressão são percebidos como dois dos principais desafios enfrentados na educação desses indivíduos.

Em primeria análise, é percebido que há, ainda, um preconceito quanto aos transtornos neurológicos existentes na sociedade hodierna. Por conseguinte, tal preconceito é principal causador do fato de muitos pais não quererem que os filhos passem por consultas psicológicas, mesmo quando esses apresentam algum tipo de dificuldade no aprendizado. Ademais, tal cenário pode ainda convergir para uma pressão sobre a produtividade desses indivíduos que sentem-se, então, incapazes, e segundo estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria em 2020, terminam se isolando do restante da turma da escola.

Outrossim, esse isolamento traz consequências que aumentam os desafios na educação desses indivíduos. Nesse sentido, como visto também pelo estudo mencionado, foi percebido um aumento na incidência de depressão, muitas vezes consequente dessa pressão parental. Por conseguinte, fica evidente uma necessária mudança desse posicionamento, para então democratizar o cenário educativo para tais pessoas.

Destarte, visando diminuir os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, torna-se imperativa a criação de soluções que diminuam o preconceito vigente. Para tal feito, cabe ao Ministério da Educação a criação de palestras direcionadas aos pais, durante reuniões escolares, que mostrem as consequências possíveis de não tratar esses transtornos, que visem a sensibilização e incentivo quanto às consultas psicológicas.