Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 19/08/2022

Segundo a Constituição Federal de 1988, todos têm direito à educação e ao ensino de qualidade, entretanto, essa lei não tem sido efetiva em sua totalidade, uma vez que, devido à pouca preparação dos professores e adequação das escolas brasileiras, pessoas com transtornos neurológicos não estão recebendo uma boa educação.

A priori, é preciso salientar que os profissionais da educação não são devidamente capacitados para trabalhar com alunos neurodivergentes. Na série de TV americana “Modern Family”, os pais de Luke, um garoto de 10 anos, sempre recebem reclamações da escola por conta da falta de atenção em sala de aula e das “mal-criações” do menino, quando na verdade, ele tem Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Com isso, o rapaz ouve constantes reclamações, mas não possui nenhuma melhora, visto que o seu problema não é falta de educação, como pensam seus professores. Isto demonstra o despreparo dos educadores em perceber o problema do garoto e ajudá-lo da forma correta.

Além disso, as escolas como um todo não têm um sistema de adequação para esses alunos. Segundo pesquisas feitas pela OMS (Organização Mundial de Saúde), uma a cada 100 crianças possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA), porém, menos de 30% das escolas possuem um programa que se adeque à essas crianças, como um formato de aula especializado que os ajude apreender melhor, além de profissionais aptos, como citado anteriormente.

Sendo assim, considerando os aspectos supracitados, tornam-se necessárias medidas que contornem a situação. Desta forma, o Ministério da Educação deve capacitar os profissionais de ensino, por meio de palestras e cursos sobre os diversos transtornos neurológicos, bem como, criar um modelo de ensino que se adeque às pessoas com esses transtornos. Com isso, será possível oferecer uma educação de qualidade a todos, conforme diz a constituição.