Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/08/2022

Em “Extraordinário” o protagonista é Auggie, um garoto com uma síndrome rara que frequentará a sala de aula pela primeira vez. Ao longo do livro, nota-se como sua família, seus amigos e sua escola têm suas rotinas afetadas por tal acontecimento. Entre outros assuntos, a obra associa-se aos desafios de educar pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, sendo esses a omissão estatal e a falta de empenho dessas instituições em incluir esses alunos.

Nesse contexto, é evidente a negligência do Estado perante a inclusão daqueles com transtornos neurológicos. Durante vários governos, houve vários progressos e retrocessos, envolvendo os três poderes brasileiros, em relação à educação inclusiva. Nota-se, dessa forma, uma óbvia dificuldade das autoridades em atender os estudantes fora do padrão, como investir na formação de professores que ajudem a adaptá-los, consoante a psicóloga Margareth Silva. No entanto, enquanto a questão não for tratada com seriedade e determinação, nada se resolverá.

Ademais, é imprescindível que as escolas sejam capazes de promover um ambiente seguro para a aceitação de estudantes com transtornos neurológicos. Apesar do filósofo grego Aristóteles definir o ser humano como um ser social, ou seja, que necessita viver em sociedade, é natural temer o diferente, como um instinto de sobrevivência, simplesmente por desinformação. Contudo, a violência contra o diferente que não é natural, fator que as escolas precisam saber previnir.

Logo, é essencial aprender com o exemplo de Auggie no que tange a neurodiversidade no ensino brasileiro, com o efeito de criar uma real inclusão. Para tanto, o Ministério da Educação, por ser responsável pelas diretrizes escolares, deve, por meio da consulta com especialistas, formar professores qualificados para tal inclusão. Todavia, o Estado sozinho não é suficiente, uma vez que as instituições de ensino, tanto públicas quanto privadas, devem preocupar-se em incentivar o respeito e a aceitação por meio de palestras.