Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/08/2022

Educação: caminho para o progresso

De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os brasileiros têm direitos básicos à vida. Embora prenunciado na lei, o direito à educação não ocorre de forma homogênea no país, uma vez que se mostra supressor mediante a parcela social com transtornos neurológicos. Dessa maneira, a negligência governamental em relação à métodos inclusivos e o contexto histórico colonial corroboram o au- mento da exclusão educacional ao longo do território nacional.

Diante desse cenário, a indiferença estatal quanto a adequação das instituições de ensino faz-se presente no cotidiano brasileiro. Segundo o jornalista Bernard, “O progresso é impossível sem mudança”, logo, alterações escolares que objetivam o maior alcance didático são necessárias ao público infanto-juvenil, entretanto a falta de investimentos destinados à profissionais e metodologias qualificadas tornam, ainda mais, desafiadoras essas mudanças. Nesse viés, o difícil acesso à educação de qualidade resulta em raras oportunidades de desenvolvimento social e crítico dos portadores de necessidades especiais, além do pouco estímulo à potenciali- dades, possivelmente, incorporadas no mercado de trabalho futuro.

Ademais, reflexos do processo colonial perpetuam na atualidade a partir do pré- julgamento das diferenças. Assim como retratado na série “The Good Doctor”, o jo- vem residente, pertencente ao grupo de Transtorno do Espectro Autista (TEA), en- frenta dificuldades para vencer o preconceito de seus colegas e pacientes, repre- sentando a real rotina de muitos autistas no país. À vista disso, a rejeição por carac- terísticas consideradas anormais é enraizada na sociedade desde o século passado, o qual foi marcado por intensas e inúmeras discriminações.

Portanto, medidas que visam intervir no ciclo educacional preconceituoso são es- senciais à população. Para isso, o governo federal, por meio do Ministério da Edu- cação, deve reestruturar o método de lecionar atual, a começar por eventos peda- gógicos com profissionais capacitados, a fim de aumentar a inclusão ao ambiente escolar. Com isso, assegurar os direitos previstos na Constituição, de maneira igua- litária, à todos os brasileiros.