Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 23/08/2022
Paulo Freire, Professor e Escritor considerado patrono da educação brasileira, revolucionou o ensino de todo mundo com seu método pedagógico, no qual seus alunos recebiam os ensinamentos de forma empírica, ou seja, de acordo com sua realidade, linguagem e cultura. Todavia, apesar de ser eficiente em sua proposta, excluí alunos com deficiências neurológicas e cognitivas, esses que, muitas vezes, são incapazes de compreender a realidade em que vivem por conta de sua enfer-midade. Diante disso, o impacto na educação é direto e faz-se necessário analisar seus efeitos negativos.
De início, vale ressaltar que a educação é um direito universal e dever do Estado, como garante a Constituição Federal de 1988. Logo, é necessário que toda comuni-dade, profissional ou não, cumpra de forma inequívoca e eficiente, independente das características sociais, físicas e mentais dos alunos. No entanto, a falta de in-vestimento, principalmente nas áreas que dizem respeito à PcD (pessoas com defi-ciência), prejudicam e fazem parte do cotidiano de inúmeras famílias brasileiras que, muitas vezes, sofrem com o peso das contas em consultas, escolas e assisten-tes particulares, serviços estes que deveriam ser custeados pelo Estado.
Paralelamente, a ausência de professores e assistentes sociais descumprem o método pedagógico exclusivo que tais alunos deveriam receber, esses profissionais que servem como pontes para interligar a condições físicas e mentais das crianças, a fim de garantir a solidariedade e inclusão, essenciais para o amadurecimento, como expõe a professora de Letras da Universidade de São Paulo, Soraya Maria, docente e pesquisadora da área pedagógica.
Em suma, a carência de corpo técnico, como já citado, é o principal desafio a ser enfrentado para a plena garantia da educação exclusiva para pessoas com deficiências neurológicas. Desse modo, é dever do Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação projetar e cumprir a contratação de profissionais capacitados e inseridos na causa de inclusão em toda rede pública, a fim de suprir as necessidades das famílias brasileiras e aperfeiçoar cada vez mais o método pe-dagógico e garantir o que é de todos por direito: A boa educação.