Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 16/08/2022
Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento social da nação. Nessa perspectiva, destaca-se, dentre eles, devido à sua conjuntura hodierna, os desafios para a plena educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas do país. Desse modo, verifica-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do silenciamento midiático e da inobservância estatal.
Nesse cenário, constata-se que a educação inexpressiva de pessoas com transtornos neurológicos encontra terra fértil na omissão das grandes mídias sobre o assunto. Isso é observado, já que em programas de rádio e de Tv pouco se fala sobre a relevância disso. Assim, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população acerca dessa questão, influencia na continuidade do problema e na alienação de seus espectadores.
Ademais, cabe salientar que os desafios para a educação de pessoas dislexas, autistas ou com déficit de atenção deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que auxiliem na divulgação de informações e orientações confiáveis. Nessa lógica, conforme o filósofo John Locke, o Estado é criado com o objetivo de garantir direitos básicos e isonômicos para seus membros. Entretanto, no Brasil, observa-se justamente o contrário, uma vez que a escassez de ações e projetos sobre o tema influencia na perpetuação do problema. Adicionalmente, a ausência de políticas públicas eficientes - a exemplo de propagandas de cunho informativo - contribui para que essa ideia seja pouco difundida em âmbito familiar e escolar.
Portanto, com o objetivo de orientar melhor os pais e responsáveis sobre como proceder com jovens com transtornos neurológicos e, com isso, aumentar o rendimento escolar deles, o governo federal deve promover campanhas, dentro e fora das escolas. Isso deve ocorrer por meio de verbas governamentais, com a contratação de autoridades no assunto capazes de direcionar os familiares sobre os modos de agir e como lidar com esses jovens em período escolar.