Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 18/08/2022
O filme “O Primeiro da Classe” narra a história real de Brad Cohen, um professor que possui um transtorno denominado “Sindrome de Tourett”. Ao longo das cenas, o filme retrata como pessoas como Cohen e seu irmão ( que dispõe do transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH) sofrem preconceito por conta da condição que possuem. Este pressuposto não é contrário a realidade, devido ao capacitismo presente no imaginário dos indivíduos e pela falta de inclusão destes, revelada na sociedade.
Em primeira análise, torna-se válido ressaltar o conceito de Capacitismo. O termo se refere a discriminação da pessoa com deficiência por existir na sociedade um imaginário relacionado a um padrão de comportamento ideal. Sendo a fuga deste padrão, a característica de uma pessoa incapaz para as atividades regulares do cotidiano, como ir a escola. Fazendo com que esta, se torne automaticamente excluida das relações.
Além disso, em relação ao direito da pessoa com deficiência intelectual, houve avanços na legislação. Através da lei sancionada em 2021, que trata da obrigação do poder público em oferecer um diagnostico e integração para aqueles que possuem transtornos identificados no ambiente escolar. Porém, esta educação inclusiva ainda não é uma realidade nas escolas brasileiras, em razão da exclusão ainda vista daqueles denominados “diferentes” dos demais. Frequentemente causada pelo próprios professores que não são devidamente capacitados a atender estes alunos.
Verifica-se portanto a urgência do assunto em pauta. Para que a lei sancionada seja efetiva no cenário brasileiro, o Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação deve capacitar os profissionais da educação através de cursos e workshops referentes ao tema de transtornos neurologicos e as alternativas de metodologias nestes casos. Além de implentar nas escolas uma equipe multidisciplinar formada também por psiquiatricas e psicologos para atender este público. Para que assim, não venha haver mais histórias como o de Cohen e o capacitismo da sociedade seja enfrentado ao ponto em que os “incapazes” se tornam capazes ao receber as mesmas oportunidades que os demais.