Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/08/2022

Ao observar a Constituição Federal de 1988, nota-se como a garantia de um desenvolvimento nacional e a construção de uma sociedade justa são cruciais para o alcance de uma república ideal. No entanto, a presença do desafio na educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras dificulta a validação dos princípios constitucionais, dado que o fato é negligenciado e visto como um assunto frequente e banal. Nessa ótica, é pertinente ressaltar a falta de um diagnóstico precoce como fonte do problema - visto que promove uma aprendizagem contestável na rede escolar.

Nesse sentido, é válido reconhecer como um diagnóstico tardio prejudica a mitigação do obstáculo, dado que o desenvolvimento da criança que contém transtornos neurológicos fica com a aprendizagem afetada. Sob esse prisma, a antropóloga Ruth Benedict afirma que a cultura é a lente pela qual a sociedade enxerga, isto é, o ambiente expõe os valores adquiridos no convívio social. Partindo desse pressuposto, inserido em um meio que, além de banalizar a problemática, permite a sua continuidade, o cidadão tende a padronizar esse cenário como um fator normal - de modo a potencializar uma apatia social e, lamentavelmente o encadeamento do obstáculo.

Por conseguinte, infere-se que a indiligência de uma educação escolar específica para esse grupo instalou-se na coletividade ao passo que o corpo social não vê com sobriedade o desafio na educação de pessoas com TDAH e TDE, assim como assimila como algo insignificante socialmente. Nesse viés, segundo a literatura barrosiana, conforme a “teologia do traste”, é crucial que o indivíduo valorize as questões ignoradas pela comunidade, a fim de obter uma mudança na esfera social. Entretanto, o cidadão basileiro, frente ao dilema não dá a devida relevância, ignorando o assunto e corroborando com a “teologia” de Manoel de Barros.

Portanto, é necessário atenuar o quadro vigente. Para tanto, o Estado - responsável por manter a harmonia social - deve implementar cursos para professores. Essa medida será cumprida e efetivada por meio de aulas e palestras para os educadores, com a finalidade saber lidar com alunos com transtorno neurológico. Dessa forma, esse problema não será mais uma realidade nacional.