Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 17/08/2022

A partir das Revoluções Industriais, houve o avanço da tecnologia. Nesse contexto, esse fator possibilitou o desenvolvimento do setor educacional. Entretanto, quando se observa que há desafios na educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas, vê-se que há uma inadequação no intento. Consequentemente, essa problemática pode ocasionar danos irreversíveis para a sociedade brasileira.

Diante desse cenário, a estrutura acadêmica possui um modelo linear de ensino que faz com que não se considere as individualidades dos alunos. Sob essa perspectiva, os indivíduos que possuem algum défict são prejudicados devido a essa estrutura. Segundo o psiquiatra Augusto Cury, o modelo de ensino das escolas não colabora para o desenvolvimento cognitivo devido a essa configuração rígida, o que afeta o público que possui transtornos neurológicos, os quais não conseguem acompanhar essa estrutura. Nessa conjectura, espera-se que haja um reajuste nesse padrão para atender esses indivíduos.

Ademais, um desafio enfretado por esses alunos portadores de déficts é o prejuízo na construção de relacionamentos no setor escolar, pois a dificuldade no aprendizado pode levar esses indivíduos terem um comportamento recluso. Nesse âmbito, o ambiente educacional torna-se um local desfavorável para estes exercerem a socialização, o que prejudica a comunicabilidade. De acordo com o filósofo Jurgen Habermans, a linguagem é uma condicação estrutural da vida humana, sendo assim, a dificuldade em se relacionar fermenta os desafios provenientes do local escolar, por parte desse grupo. Nesse sentido, é possível observar que a reclusão desses indivíduos no espaço educacional afeta a construção de relacionamentos.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, é fundamental que a escola, responsável pelo estímulo ao pensamento crítico, promova um reajuste no seu modelo estrutural de ensino, por meio de políticas públicas, as quais venham a atender os indivíduos que possuem transtornos neurológicos, para que haja a disponibilidade educacional para todos. Isso será feito a fim de que, com essa medida, ocorra a diminuição dos desafios enfretados por parte desses indivíduos.