Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 18/08/2022

O médico psiquiatra Sigmund Freud, expoente no campo do estudo dos trans-tornos mentais, auxiliou a compreender o comportamento do indivíduo e a mente humana. Entretanto, a sociedade permanece ignorante quanto ao tema. Diante desse cenário, a carência de acessibilidade e a formulação de esteriótipos se carac-terizam como desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos.

Sob essa análise, é interessante salientar a necessidade de o Estado fomentar a inclusão nas escolas brasileiras. De acordo com a teoria do espaço público de Hannah Arendt, ambientes ou instituições públicas precisam incluir, a todo espec-tro social, para exercer sua total funcionalidade e genuinidade. Nessa lógica, o am-biente escolar deve receber aparato estatal a fim de fornecer a estrutura necessá-ria para garantir acessibilidade e educação a todos os indivíduos.

Ademais, nota-se a estigmatização dos portadores de distúrbios mentais, funda-mentada em preconceitos e desinformação. Durante o período da antiguidade, era comum as crianças que nascescem com quaisquer deficiências serem descartadas, prática baseada na ignorância a respeito de suas limitações físicas ou psicológicas. Infelizmente, apesar de os meios de comunicação facilitarem o acesso à informa-ção, ainda há a esteriotipação de pessoas com disturbios neurológicos, excluindo tais grupos do corpo social.

Portanto, é necessária a intervenção do Ministério da Educação - responsável em prover educação de qualidade a todos os cidadãos - mediante o estabelecimento da estrutura necessária para acolher todos os tipos de alunos e da instauração de programas educacionais que visem romper preconceitos, promover acessibilidade e equidade no corpo escolar. Tais ações são propostas a fim de estabelecer condu-tas sociais mais humanizadas entre a população e propiciar a inclusão de todos os indivíduos no ambiente escolar brasileiro.