Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 18/08/2022
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamnete. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a petra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana das pessoas com transtornos neurológicos, as quais buscam ultrapassar as barreiras que separam estes do direito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas que o Brasil apresenta esse impasse a ser superado o qual ocorre, infelizmente, devido não só a negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
Em primeiro plano, pode-se destacar as indiligências governamentais como um dos fatores à permanência do problema. Nesse sentido, a Constituição Cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes, todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que a oferta não apenas da educação inclusiva, como também da capacitação dos professores para cuidar e alfabetizar deficientes neurológicos não se faz presente democraticamente em todo país. Logo, os direitos constitucionais ficam no papel.
Outrossim o preoconceito ainda é um grande responsável pelo exposto. A esse respeito, a existência da discriminação contra os deficientes neurológicos é reflexo da valorização de padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador Michael Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos histórico. Assim, uma mudança no valores da sociedade é fundamental para a aniquilação desse cenário.
Portanto , é mister que o Estado tome providências que amenizem o quadro. Acerca disso, cabe ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, promover palestras e atividades lúdicas nas escolas a respeito dos direitos dos indivíduos com deficiência neurótica, a fim de integrar essas pessoas no meio social, garantir que seus direitos constitucionais sejam aplicados também na pratica e desconstruir o preconceito ainda existente. Desse modo, a realidade distanciar-se-ia do mito grego de Sísifo.