Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 17/08/2022
Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Nessa perspectiva, destacam-se, dentre eles, devido à sua conjuntura hodierna, os desafios para a plena educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas, fato que amplia a defasagem no desempenho escolar entre os alunos. Assim, verifica-se a configuração de um problema, em virtude do silenciamento midiático e da inobservância estatal.
Nesse cenário, conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população acerca dos desafio para a educação de pessoas com transtornos, como, dislexia, autismo e hiperatividade, influencia na continuidade do problema devido a sua omissão. Consequentemente, muitos dos pais de alunos com esses transtornos permanecem alheios a essa questão e, com isso, sem entender como ajudar seus filhos a melhorar o rendimento escolar.
Ademais, cabe salientar que as barreiras para uma educação de qualidade voltada às pessoas com esses quadros neurológicos deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que auxiliem na divulgação de informações e orientações confiáveis. Nessa lógica, segundo o filósofo John Locke, o Estado é criado com o objetivo de garantir direitos básicos e isonômicos para seus membros. Entretanto, no Brasil, observa-se justamente o contrário, uma vez que a escassez ações e de projetos influi na perpetuação do problema, devido a ausência de políticas públicas voltadas à esse público alvo.
Portanto, o governo federal, por meio de verbas governamentais, deve promover campanhas de orientação a serem efetuadas, dentro e fora das escolas, com inserções publicitárias transmitidas em horários de grande audiência, bem como dispor de profissionais da área da saúde e de autoridades psicopedagogas a serviço da população mais carente. Essa atitude tem o objetivo de orientar melhor os pais e responsáveis sobre como proceder na educação de pessoas com transtornos neurológicos e, com isso, garantir o rendimento escolar destes. Assim, o Brasil seguirá rumo ao pleno desenvolvimento social da nação.