Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 18/08/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e fatos sociais patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, a falta de acessibilidade da eduçação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras é um fato social patológico. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.
Nesse panorama, a desatenção do poder público é uma imperiosa incentivadora da escassez de adaptações a pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Sob esse prisma, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Nessa conjuntura, esse acordo é violado pelo meio regulador, porque não oferece condições de equidade para grupos marginalizados, como os jovens portadores de distúrbios. Dessa forma, a desigualdade social é aumentada, já que o Estado não cumpre, integralmente, sua prerrogativa de estabelecer uma correção de disparidades.
Ademais, a exiguidade de foco dos meios de comunicação é uma notória promotora dos desafios associados à educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Sob essa perspectiva, conforme a Constituição Cidadã, a imprensa deve cumprir a sua função social para o bem comum da comunidade. Contudo, esse segmento não cumpre os preceitos estabelecidos na Carta Magna, porquanto não oferece o devido espaço para os brasileiros deficientes. Consequentemente, o estado democrático de direito é inviabilizado, pois a população não é informada das marginalizantes situações que os grupos menos favorecidos enfrentam, como os seres com limitações genéticas.
Portanto, é necessário haver um combate aos desafios da educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Nessa ótica, os congressistas devem, com a sanção do presidente, criar incentivos para instituições privadas que promoverem a integração social, como isenções fiscais, a fim de que haja um país melhor e, assim, próspero. Somado a isso, a sociedade civil deve criar debates sobre a importância do acolhimento dos indivíduos com deficiências, por intermédio da divulgação da imprensa.