Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 18/08/2022
A Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem estar social. Entretanto, as pessoas com transtornos neurológicos não conseguem usufruir desse direito internacional, dada a precária situação da educação brasileira e da discriminação presente na sociedade. Desse modo, não há dúvidas que inclusão de pessoas com transtornos na educação é um desafio para o Brasil, devido não só ao preconceito mas também da falta de recursos para atendê-los.
Diante disso, em primeira análise, a falta de recursos para atender pessoas com transtornos neurológicos é um desafio presente no sistema educacional brasileiro. Tal realidade pode ser vista, de maneira análoga, na série Atypical, em que toda o colégio se mobiliza para se adequar as dificuldades do aluno autista, como montar um baile de formatura silencioso. Sabe-se que pessoas com transtornos necessitam de auxilio para realizar tarefas e também para aprender, contudo as escolas brasileiras não estão aptas, dado que apenas 6 % dos professores estão capacitados para trabalhar com essas crianças, de acordo com o Censo Escolar de 2019.
Não somente isso, em segunda análise, sabe-se que o preconceito com as pessoas especiais é outro desafio na educação brasileira. Essa forma de preconceito está enraizada na humanidade, visto que desde o Império Romano as crianças deficientes eram excluídas da sociedade. Hodiernamente é possível ver situações em que essa discriminação está presente, como no projeto de lei 278/2016 que prevê que poderá ter apenas 3 alunos com necessidades especiais por turma para que não atrapalhe o restante dos alunos. Sendo assim, fica nítido que o preconceito com pessoas especiais é um dos maiores entraves da sociedade brasileira no acesso à educação.
Dessa forma, é dever do Ministério da Educação, órgão responsável por políticas públicas relacionadas a educação do país, promover cursos de especialização para os profissionais da educação, por meio de workshops e cursos ead, a fim de aumentar o número de profissionais aptos a trabalharem com alunos com transtornos neurológicos, para garantir o acesso ao direito internacional.