Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 29/03/2023
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entrando, oque se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras no Brasil apresenta barreiras as quais deficultam a concretização dos planos de more.
Em primeiro lugar, a falta de informação sobre o autismo constitui um impedimento para a inclusão dessas pessoas na sociedade. Assim, pouco se sabe sobre essa doença, e tudo aquilo que é desconhecido causa medo, como consequência, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas no meio social, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito. Além disso, apenas em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, segundo dados da USP, o que comprova a falta de conhecimento sobre o assunto.
De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, é importante a inclusão de pessoas com TEA na sociedade, tal impedimento é a ineficiência das instituições de ensino em proporcionar uma inclusão adequada aos autistas, o que implicará em um desenvolvimento inadequado. Tendo isso em vista, os portadores do autismo negligenciados pelo sistema educacional brasileiro, enfrentarão situações injustas no âmbito social e profissional, já que não têm a preparação exigida.
Os desafios para incluir as pessoas com autismo na sociedade são evidentes e é preciso que o Estado, por meio do Ministério da Educação dê verba as capitais e municípios para contratar e qualificar profissionais, com palestras, treinamentos e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno, para que assim, eles possam se desenvolver e viver em sociedade. Além disso, o Ministério da Saúde junto com as mídias sociais deve promover campanhas para informar melhor a população sobre essa doença, a fim de minimizar o preconceito existente e incluí-los no âmbito social.