Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 19/08/2022

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a educação de qualidade, como inerente a todo cidadão. Entretanto, nota-se que essa realidade não está sendo seguida na prática, visto que milhares de indivíduos estão passando por dificuldades pela falta de ensino

educacional para pessoas com transtornos neurológicos. Nesse sentido, cabe analisar os motivadores desse entrave, como ausência de infraestrutura especializada no campo acadêmico e também negligência quanto ao sistema de ensino padrão para todos os alunos.

Nessa linha de raciocínio, vale ressaltar a incapacidade do governo em promover medidas governamentais na especialização acadêmica para pessoas com transtornos neurológicos. Sob esse viés, o conceito popularizado “Contrato Social”, desenvolvido pelo filósofo John Locke, configura-se no dever do estado em cumpri com o direito inato a todo sujeito. No entanto, percebe-se que fora das linhas essa prerrogativa não está sendo efetuada, haja que diversos indivíduos estão sofrendo revês nas escolas, devido essa negligência, provocando a desistência estudantil. Desse modo, é imprescindível que meios concretos sejam encontrados para reverter esse quadro crítico hodiernamente.

Outrossim, é importante destacar, a princípio, que a inoperância é um fator predominante para ocorrência da falha quanto ao sistema de ensino padrão hodierno. Sob essa óptica, segundo a filósofa Simone Beauvoir, em seu postulado da “Invisibilidade Social”, caracteriza-se na exclusão de certos grupos da sociedade. Diante do exposto, de acordo com o IBGE, existem poucas escolas com capacidade para atender alunos especiais. Dessa maneira, urge que soluções devem ser encontradas para mudar esse paronama e possa atender todos.

Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar o desafio da inclusão para pessoas com transtornos psicológicos. Nessa perspectiva, as escolas- responsáveis pela transformação social- devem combater o ensino padrão atual, por meio de projetos pedagógicos, como palestras e ações comunitárias. Essa iniciativa teria a finalidade de solucionar a ausência de infraestrutura e de garantir, que o Brasil seja justo e também solidário, e de fato, livre de segregação.