Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 03/11/2022

“Transformação real, é quando todo cidadão tiver uma educação igual”, trecho da música “geração de pensadores”, do artista Fábio Brazza, retrata o poder da educação igualitária como transformadora da sociedade. No entanto, o Brasil falha em garantir essa igualdade. Com isso, entende-se que o estigma associado aos transtornos neurológicos, aliado à tendência de ignorar as particularidades individuais, configuram grandes desafios na educação dessa parcela social.

Diante disso, a aversão da sociedade a esse grupo social perpassa os séculos. Nesse sentido, no séc. XX, o Brasil foi marcado pela presença de grandes manicômios desumanos, nos quais eram deixadas as pessoas com deficiência, isto é, sujeitos considerados incapazes pela sociedade da época. Em decorrência disso, os transtornos neurológicos permanecem estigmatizados e, por isso, a educação desse grupo foi negligenciada. Contudo, são necessárias ações para que essa defasagem educacional não continue, pois, atualmente, o Estatuto da Pessoa com Deficiência assegura, mediante um respaldo legal, as condições de igualdade para o exercício dos direitos fundamentais da pessoa com deficiência.

Ademais, o sistema educacional se equivoca ao não reconhecer as particularidades de cada aluno. Nesse âmbito, o sociólogo Pierre Bordieu considera que ao inserir um aluno em uma escola sem considerar sua situação particular acentua-se as desigualdades sociais. Isso porque, o mesmo método de ensino padronizado não contemplará os interesses e necessidades de cada aluno em uma sala de aula. a respeito disso, o sistema educacional mostra-se ineficaz, uma vez que não busca alternativas para um ensino individualizado que atende às necessidades específicas dos estudantes.

Portanto, faz-se necessário que haja resoluções quanto à implementação de uma melhor educação brasileira. Para isso, o Ministério da Educação, junto aos psicológos e psiquiatras da rede educacional, deve promover palestras direcionadas aos professores, aos alunos e as suas famílias, a fim de garantir a inclusão desse grupo antes desfavorecido no espaço escolar e, assim, reconhecendo seus direitos. Tudo isso, por meio do programa “educação um direito de todos”. desse modo, haverá a transformação idealizada por Fábio Brazza.