Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 20/08/2022

De acordo com o artigo 205 da Constituição federal de 1988, o Estado deverá garantir uma educação plena e completa para todos. Contrário à Carta Magna, nota-se que tal garantia encontra impasses para sua efetivação, visto que existem desafios para a formação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, o que é um grande problema. Desse modo, tornam-se necessárias medidas que visem a combater a gênese dessa problemática, assim como suas sérias consequências para a população.

Primeiramente, é fundamental destacar a importância da instrução das pessoas com neurodiversidade. Segundo o filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, a educação deve ser inclusiva e libertadora e, com ela, o indivíduo pode ter uma vida autônoma. Nesse sentido, quando há lacunas e falhas na escolarização de pessoas com espectro autista e déficit de atenção, por exemplo, esses indivíduos apresen-tam ainda mais dificuldades para se integrar na sociedade e viver uma vida plena, o que é um óbice em demasia. Assim, infere-se que providências para sanar esse panorama são indispensáveis.

Além disso, faz-se imprescindível evidenciar os entraves que a ausência de uma boa educação para pessoas com transtornos mentais causa. Sob essa ótica, consoante dados do portal de notícias BBC, quando os cidadãos com problemas neurológicos não são diagnosticados e não recebem uma instrução adequada a respeito da sua condição, eles tendem a serem afastados da sociedade e a se sentirem mal consigo mesmo. Ademais, como há poucos profissionais capacitados para lidar com a deficiência desses indivíduos, o tratamento fica dificultado, o que agrava as danosas consequências dos transtornos. Logo, ressalta-se ainda mais a urgência de se tomar medidas no tocante a essa situação.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, em consonância com a família, base da sociedade, promova ações, por meio da verba pública e nas instituições de ensino, que busquem habilitar mais profissionais para lidar com as pessoas com transtornos neurológicos, para que os indivíduos com deficiência sejam melhor incluídos em casa e no corpo social. Dessa forma, esses cidadãos poderão gozar mais plenamente e o artigo 205 poderá ser amplamente cumprido.