Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 20/08/2022

A educação no século XX se tornou totalmente voltada para o desenvolvimento de habilidades para o mercado de trabalho. Tudo isso ocorreu graças ao surgimento da revolução Técnico-Científico-Informacional, esta que exigiu uma rápida capacitação da mão de obra mundial. Diante disso, as pessoas portadoras de transtornos mentais não foram devidamente inseridas nos ambientes estudantis, o que gera, ainda nos dias atuais, impasses na elaboração de metodologias apropriadas de ensino e a falta de engajamento social nesses temas.

Nesses termos, o aprendizado escolar no Brasil se apresenta de modo muito rudimentar. Nessa perspectiva, de acordo com o pedagogo norte-americano John Dewey, a educação deve cumprir uma função real na vida do estudante, pois ele não deixa de viver em quanto estuda. Essa assertiva, aliada à padronização das formas de ensino no País, permite afirmar que muitos indivíduos não terão uma vida plena, pois a educação vigente não lhes serviu na realidade. Como consequência disso, as pessoas que possuem autismo, dislexia ou hiperatividade acabam tendo suas aptidões ofuscadas pela incapacidade educacional local.

Outrossim, a sociedade brasileira carece de uma mobilização mais intensa, no que concerne à educação de pessoas com doenças mentais. Nessa esteira, segundo Jürgen Habermas, filósofo alemão, a democracia se estabelece num diálogo entre o poder público e a sociedade para a tomada de decisões. Sob essa óptica, o Brasil padece de uma interação direta entre o Estado e as famílias de crianças especiais para a promoção de conversas que busquem uma melhoria da educação nacional. Assim, a falta dessa conexão entre o governo e sociedade estimula a desmobilização social e a desvalorização da educação como um todo.

Portanto, urge a necessidade da ação governamental para sanar os problemas sobreditos. Logo, o Governo Federal e o Ministerio da Educação devem criar novas metodologias pedagógicas e canais de comunicação com a sociedade, por meio de uma ampla pesquisa sobre os novos métodos educativos e da abertura de mais portais de opinião pública. Com isso, o ensino será otimizado para cada aluno e a sociedade será devidamente consultada e mobilizada. Tomando-se essas ações, o Brasil estabelecerá um progresso social mais equânime no futuro.