Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 20/08/2022
“Atypical” é uma série norte-americana que retrata a vida e as dificuldades de um jovem autista, o Sam, muitos desses problemas se passam na escola, como a dificuldade em interagir com os professores e alunos. De maneira análoga a isso, temos os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o preconceito sofrido por esse grupo e a falta de preparo das instituições de ensino.
Em primeiro plano, pode-se destacar o preconceito sofrido por esse grupo, vindo de professores e alunos. De forma a ilustrar esse quadro, uma coordenadora pedagógica de um colégio particular do Rio Grande do Sul, em 2019, retirou com violência um aluno autista do palco em uma celebração, alegando que ele estava “atrapalhando”. Essa situação evidencia o preconceito sofrido por pessoas neuro-divergentes.
Além disso, é notório a falta de preparação das instituições de ensino para lidar
com esses alunos, assim como na situação já evidenciada. Consoante a isso, temos professores despreparados, ambientes escolares padronizados para pessoas tidas como “normais” pela sociedade. Sendo assim, temos ambientes que não cumprem as necessidades dos alunos com algum transtorno neurológico, dificultando sua adaptação no ambiente escolar e também seu aprendizado.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Educação criar projetos de leis que venham punir atitudes preconceituosas no âmbito escolar. Além de fiscalizar se as escolas e os profissionais nelas inseridos estão preparados para receber e educar pessoas neuro-divergentes, a fim de se criar ambientes que ajudem na adaptação e aprendizado desses alunos. Somente assim, estarão fazendo algo contra as dificuldades encontradas na educação dessas pessoas, como as evidências em “atypical”.