Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 22/08/2022

Na série “O bom doutor”, é representada a vida de um jovem médico com autismo, que precisa se provar tão capaz quanto os outros. Fora da ficção, um cenário semelhante ocorre no Brasil, no qual pessoas com transtornos neurológicos têm vários obstáculos a serem ultrapassados, e em especial a educação nas escolas. Desse modo, fazem-se necessárias medidas, a fim de amenizar o impasse que tem como principais causadores a metodologia de ensino arcaica e a exclusão social desses indivíduos.

A priori, convém enfatizar o método de ensino defasado como principal causador da problemática. De maneira análoga, o atual mode de ensino é feito de modo coletivo, levando pouco em consideração as individualidades de cada pessoa. Nesse contexto, é cristalino como isso dificulta o público com transtornos neurológicos a aprender, uma vez que quem não se adapta a essa forma de aprendizagem acaba por ficar para traz. Dessa forma, é inaceitável que ações não sejam tomadas para mudar o quadro atual.

Outrossim, a falta de integração desses grupos na sociedade como agravador do impasse. A título de exemplo, de acordo com a Constituição, todos as pessoas devem ser tratados sem preconceitos. Entretanto, a realidade é bem diferente principalmente em um ambiente escolar, no qual aqueles que são diferentes não são acolidos, mas sim excluidos. Logo, torna-se inadmissível que esses grupos continuem as margens da sociedade em um país que busca igualdade.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Educação deve, por intermédio de campanhas, mostrar a sociedade os desafios da educação de pessoas com transtornos neurológicos, por meio de cartezes e palestras ministrados por especialistas no tema, visando criar uma maior empatia nas pessoas acerca desses grupos. Feito isso, esperasse mais desses indivíduos em grandes possições como na serie “O bom doutor”.