Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 24/08/2022

O romance “Utopia” - escrito no século XVI, pelo escritor e filósofo Thomas More- retrata uma civilização ideal e livre de erros, na qual o mecanismo social é altamen-te criterioso e desprovido de desarmonia e complicações. Nesse sentido, tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no que se refere aos desa-fios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasilei-ras. Esse panorama lamentável ocorre não só pelo descaso governamental, mas também pelo negligenciamento desse problema. Desse modo, torna-se fundamen-tal a análise dessa conjuntura para reverter essa situação.

Nessa perspectiva, acerca da lógica referente ao abandono por parte do gover-no, é válido ressaltar o livro “Cidadão de Papel”, de Gilberto Dimeinstein, o qual a-ponta que as leis e os direitos previstos no papel dificilmente chegam até a popula-ção. De acordo com o pensamento anteriormente supracitado, há um certo esque-cimento do Estado para com os cidadãos que possuem transtornos neurológicos, referente à garantia de seus direitos, os quais asseguram a sua inserção e inclusão nas redes de ensino. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administra-tiva na resolução desse quadro.

Além disso, o desinteresse dado à essa problemática mostra-se como outro de-safio a ser enfrentado. Dessa forma, segundo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil”, a negligência é o principal fator para que as dificuldades perpetuem durante a história. Tendo isso em vista, é notória a persistência desse terrível obstáculo na atualidade devido à falta de destaque dado pelas escolas e pela sociedade como um todo, à essa circunstância. Portanto, faz-se necessária a remediação desse empecilho.

Diante disso, é urgente a necessidade de mitigação dos entraves em prol da so-lução dos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos. Assim, cabe ao governo, por meio do Ministério Público Federal, a fiscalização das leis, com o objetivo de assegurar os direitos de toda a população. Ademais, é de responsabilidade do corpo social, por meio das mídias sociais, a divulgação dessa adversidade, com a finalidade de garantir sua devida evidência e importância. Sendo assim, para que possa se cumprir a “Utopia” de More na sociedade.