Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 29/08/2022
O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes!". Analisando esse pensamento e relacionando-o com à educação brasileira podemos perceber a necessidade de atenção à diferenciação dos indivíduos, característica essa que se conecta diretamente ao modo de ensino no país. Apesar dos esforços para que a educação chegue à todos de maneira justa e eficiente esse ainda tem sido um grande desafio quando se trata de alunos com transtornos neurológicos. Pode-se dizer, então, que a mentalidade social individualista e a negligência de investimentos governamentais são os principais responsavéis pelo quadro.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a negligência governamental com a falta de assistência aos alunos que possuem transtornos neurológicos origina ao aumento de analfabetismo no país por crescimento da taxa de abandono escolar. Devido à falta de compreensão por parte do estudante e à falta de preparação por parte do educador, há um descumprimento de um dos Objetivos do Milênio, que visa o combate à várias formas de pobreza,. Dessa forma, investimento a nível governamental é de extrema importância para identificar e fornecer o apoio necessário para os estudantes.
Vale salientar que a mentalidade individualista gera consequências a níveis sociais. Segundo o pensamento marxista priorizar o bem indivídual acima do bem coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade. No momento que a familía permite-se acostumar com um ambiente padronizado para o estudante tradicional, negando a diferenciação existente no meio estudantil torna-se irreal a escolarização adequada à todos.
Infere-se, portanto, que o poder executivo, responsável por administrar os interesses públicos, coloque a lei 14420 em vigor, através do investimento governamental em escolas públicas e privadas, a fim de que traga bem-estar e compreenssão estudantil. Além disso, a sociedade, como conjunto de indivíduos que visam valores culturais, devem atuar em conjunto combatendo o pensamento individualista através de boicotes e mobilizações, para que haja um ensino com possível adequação de acordo com as necessidades de cada indivíduo.