Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 24/08/2022

Sociedades antigas, a exemplo da Grécia, eram intolerantes com as pessoas com deficiência. No Brasil atual, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei, obrigando o poder público a diagnostricar e tratar precocemente os alunos da educação básica com transtornos de aprendizagem. Porém, percebe-se que muitos profissionais e escolas ainda não estão preparados para recebê-los. Em vista disso, é mister que o Governo pormova a qualificação dos profissionais da educação a fim de que esse público seja incluido com sucesso no ambiente escolar.

Sabe-se que o autismo, a TDAH - Transtorno e Déficit de Atenção e Hiperatividade são transtornos que afetam o neurodesenvolvimento e, por isso, requerem atenção especializada no que se refere à aprendizagem. Nesse sentido, a psicóloga Margareth Silva orienta que sejam adotadas metodologias que auxiliem a organização dos alunos. Ademais, tais transtornos constituem fortes desafios à educação visto que uma educação padronizada não atende às necessidades específicas desse público.

Além disso, os professores precisam ser qualificados para esse trabalho. Para tanto, a parceria com os profissionais de saúde é essencial na medida em que eles podem contribuir nesse processo. Assim, é necessário que os educadores envolvidos com a educação especial busquem construir conhecimentos já que o conhecimento teórico pode capacitá-los a encontrar meios que lhes proporcione desenvolver estratégias eficientes no processo de ensino e de aprendizagem dos alunos com esses transtornos.

Destarte, é necessário que o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, ofereça cursos de qualificação em educação especial e inclusiva, nas modalidades presencial e on-line, a todos os professores e demais profissionais que trabalham na educação. Esse conhecimento será de fundamental importância para que todos os atores do contexto escolar estejam capacitados a atender essas crianças. Assim, concretizada essa ação, poder-se-á dizer que a inclusão constitui uma realidade concreta na educação nacional.