Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 25/08/2022
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão da educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, verifica-se uma lacuna na manutenção dos direitos humanos, o que configura um grave problema. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possuem como causas: a lacuna educacional e o silenciamento.
Em primeiro plano, há a questão da base educacional lacunar. Segundo o filósofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange à escolaridade de pessoas com transtornos neurológicos no Brasil, percebe-se a forte influência desse raciocínio, uma vez que as dificuldades sociais de indivíduos com TDAH, autismo e outros transtornos iniciam-se no ambiente escolar, o qual, na maioria das vezes, não está apto a ensinar esses alunos.
Em segundo plano, o silenciamento ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Assim, o filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o da dificuldade na educação de alunos com problemas neurológicos nas escolas brasileiras seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, a qual ainda é muito silenciada. Dessa forma, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação dele.
Diante disso, uma solução faz-se necessária. Para isso, o MEC em parceria com o poder executivo, deveria ouvir pais de alunos com transtornos neurológicos por meio de emails e reuniões em escolas públicas, a fim de entender melhor a situação e encontrar meios para resolvê-la. Ademais, esses mesmos agentes deveriam fornecer palestras em câmaras municipais de modo a explicar para os docentes, através de especialistas, como melhorar o ambiente escolar para alunos com transtornos psicológicos, para barrar o silenciamento em torno do assunto. Em suma, o direito à educação será acessível a todos.