Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 25/08/2022
Segundo a historiografia, durante o período medieval, as pessoas com transtornos neurológicos eram consideradas como portadoras de demônios. Analogamente, alguns historiadores consideram o preconceito sobre essa questão presente na hodiernidade, como um resquício de tal pensamento antigo. Devido a isso, o isolamento de estudantes nessas condições e a incidência de depressão são vistos como dois dos principais desafios enfrentados na educação desses indivíduos.
Em primeira análise, é percebido que há, ainda, um preconceito quanto aos transtornos neurológicos existentes na sociedade hodierna. Por conseguinte, tal discriminação é principal causadora do fato de muitos pais não quererem que os filhos passem por consultas psicológicas, mesmo quando esses apresentam alguma dificuldade no aprendizado. Ademais, tal cenário pode ainda convergir para uma pressão sobre esses indivíduos que, segundo estudo da Sociedade Brasileira de Pediatria em 2020, acabam se isolando do restante da turma da escola.
Outrossim, esse isolamento traz consequências que aumentam os desafios na educação dessas pessoas. Nesse sentido, como visto pelo site BBC, houve um aumento na incidência de depressão nesses indivíduos, - provavelmente causada pela pressão parental -. Por conseguinte, fica evidente uma necessária mudança desse posicionamento, para então democratizar o cenário educativo dos mesmos.
Destarte, visando diminuir os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, torna-se imperativa a criação de soluções que diminuiam o preconceito vigente. Para tal feito, cabe ao ministério da Educação, a criação de palestras direcionadas aos pais, durante reuniões escolares, que mostrem as consequências possíveis de não tratar esses transtornos, as quais visem a sensibilização e o incentivo quanto às consultas psicológicas.