Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 26/08/2022
O filme “Uma viagem inesperada” narra a história de uma mãe em busca de conseguir educação para seus filhos autistas. Na vida real, o acesso ao ensino de qualidade para indivíduos com transtornos neurológios no Brasil também se apresenta como uma problemática, sendo necessário evidenciar o preconceito enraizado na sociedade e a falta de estrutura escolar para atender essas pessoas.
Nesse contexto, é válido ressaltar o estigma associado a indivíduos com disfunções psicológicas. Para o filósofo Epicteto, apenas a educação é capaz de libertar o homem. Essa ideia se relaciona com pensamentos errôneos - originados da falta de informação -, acerca dos distúrbios mentais. Cabe também destacar, que, a lacuna de conhecimento acerca do assunto gera a incompreensão das necessidades do grupo em questão e uma adaptação acadêmica falha. Destarte, enquanto a ignorância se mantiver corrente, difícil será a resolução do problema.
Por outro lado, não há como negar a falha estatal em promover ambientes adequados para a educação especial. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, o estado brasileiro é ineficaz, uma vez que não põe em prática sua legislação. Tal afirmação se mostra verdadeira, tendo em vista que a Constituição Federal de 1988 prevê a educação como um direito de todos, entretanto, isso não se concretiza. Isso porque, as escolas sofrem com infraestrutura precária, que afeta negativamente os alunos que requerem um espaço congruente às suas limitações, além de profissionias desqualificados para interagir com esses estudantes. Dessa forma, é ilógico pensar que, em uma nação dita desenvolvida, o setor educativo seja posto em segundo lugar.
Dado o exposto, são notórios os empecilhos relacionados ao acesso à educação pelos cidadãos portadores de transtornos neurológicos. Logo, urge a necessidade de o Ministério da Educação, órgão responsável pela política de ensino brasileiro, difundir a inclusão plena dos alunos com dificuldades de aprendizado. Isso deve ocorrer por meio da qualificação do corpo docente e da colaboração com especialistas da saúde no meio escolar, a fim auxiliar aqueles que necessitam e garantir o direito ao ensino para todos. Assim, cenários como o apresentado em “Uma viagem inesperada” deixarão de existir no Brasil.