Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 29/08/2022
“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.” O pensamento do filósofo Sêneca evidencia a importância da educação enquanto peça crucial para a formação de um indivíduo. A realidade brasileira, todavia, vai de encontro com tal concepção, haja vista os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas. Dessa forma, o despreparo dos professores e a apatia coletiva são as principais causas desse grave problema.
Diante desse cenário, deve-se ressaltar a falta de preparo dos educadores como um dos impulsionadores do revés. Nesse sentido, a Agenda 2030 - plano de ação global da Organização das Nações Unidas - possui como um de seus objetivos garantir a educação inclusiva a todos. Observa-se, entretanto, que esse propósito está longe de ser realizado no Brasil, uma vez que o método de ensino padronizado não atende às necessidades dos alunos com transtornos psicológicos, que exigem um tratamento mais individualizado e focado nas suas dificuldades. Logo, é crucial que as escolas preparem os professores para lidar com as diferenças nas salas de aula.
Além disso, a apatia social é outra causa da problemática. Sob a perspectiva da escritora Marina Colasanti na crônica “Eu sei, mas não devia”, a sociedade moderna banaliza os seus problemas sociais. Nesse contexto, há de se perceber a intrínseca relação com a temática dos transtornos neurológicos, pois a falta de debate acerca desse assunto perpetua o preconceito direcionado às pessoas que vivem com esses transtornos, principalmente no ambiente escolar, o que pode prejudicar ainda mais a educação dos alunos.
Faz-se necessário, portanto, que as escolas - responsáveis pela formação socioeducacional dos indivíduos - promovam cursos capacitantes para os professores acerca da educação de pessoas com transtornos neurológicos. Tal ação pode ser realizada por meio da atuação de psicólogos, com a finalidade de aumentar a inclusão nas salas de aulas. Ademais, as escolas devem, ainda, realizar palestras sobre a importância da empatia nas relações sociais, a fim de minimizar o preconceito relacionado aos alunos com transtornos psicológicos.