Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 26/08/2022
Consoante ao hospital manicômio de Barbacena em Minas Gerais, a partir da década de 1920, esse local era responsável pela discriminação, agressão, exclusão e aprisionamento contra indivíduos portadores de transtornos mentais. Diante desse fato, embora, atualmente, esse holocausto humanitário ser criminoso e repreendido justicialmente, nota-se que ainda é um problema a destinação de educação especializada para pessoas com transtornos neurológicos. Diante disso, deve-se analisar a ausência de investimento governamental e a falta de cursos de capacitações de docentes, no sentido de amparar esses cidadãos nas escolas.
Primeiramente, a ausência de investimento governamental na educação de pessoas portadoras de transtornos mentais, como autista e déficit de atenção é ainda um desafio no país. Isso decorre do preconceito secular contra esses indivíduos, pois durante centenas de anos, crianças que possuíssem transtornos neurológicos eram excluidas, socialmente, como se fossem incapazes de praticar ou realizar qualquer tarefa humana, exemplo disso, foi a construção de instituições de extermínios desses seres, no século XX. Nesse viés, ainda na contemporaniedade, há poucos avanços no sentido de destinação de verbas para empregar na infraestrutura e no suporte de valorização das diversidades neurológicas, logo, esse é um fator que corrolabora pela afirmativa exclusitivista educacional no país.
Em segundo lugar, a falta de cursos de capacitações de docentes, no sentido de amparar esses cidadãos nas escolas, também, é uma problemática. Isso porque, o modelo pedagógico escolar segue um padrão disciplinar rígido, visto que estudantes com espectro de autismo e hiperatividade, geralmente, possuem dificuldades de pertencimento nesse espaço tradicional, pois é escasso trabalhos e aulas que atendem as diversidades desses transtornos. Por esse lado, a falta de inclusão é resultado de um método que não valoriza a heterogeneidade humana.
Por fim, após os argumentos abordados, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Por isso, o Estado, deve investir em cursos de capacitações de docentes para exaltar as diversidades neurológicas nas escolas, por meio de destinação de verbas para o Ministério da Educação e, também, contratar profissionais da saúde de transtornor neurológicos, para encaminhar, orientar, relatar e incluir esses estudantes no melhor método disciplinar, conforme suas diversidades, a fim de obter uma educação mais justa e acessível no Brasil.