Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 26/08/2022
Segundo Hannah Arendt, “a essência do ser humano é o direito de ter direitos”. No entanto, isso não se observa no meio social uma vez que há ainda muitos desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos. É evidente que as pessoas com qualquer transtorno de aprendizagem ainda não têm os direitos necessários para ter uma educação de qualidade nas escolas brasileiras. Nesse prisma, destaca- se dois aspectos importantes: a indignação seletiva e falta de conhecimento.
Em primeiro plano, evidencia-se que as pessooas ainda protestam contra o que lhe interessa. No livro “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, o autor discute sobre a indignação seletiva, afirmando que a sociedade atual incentiva a insensibilidade pelo próximo ao fechar os olhos para problemas importantes, parafraseando o ditado “o pior cego é aquele que não quer ver”. Como resultado, isso eleva os níveis de invisibilidade social para as pessoas com transtornos neurológicos. Portanto, é necessário mais atenção para os desafios que eles enfrentam.
Além disso, é notório que há uma falta de conhecimento da sociedade brasileira sobre o assunto. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a educação das pessoas com qualquer transtorno de aprendizagem , sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociaisdesses órgãos, por meio de entrevistas com vítimas do problema e especialistasno assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, segundo platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.