Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 31/08/2022
A Globalização, fenômeno marcado pela integração social, geográfica e econômica em escala mundial, proporciona avanços tecnológicos contínuos à sociedade. Com isso, gradativamente, há evolução dos diagnóticos médicos sobre transtornos neurológicos em crianças. No entanto, a inserção delas no ambiente educacional passa por desafios, a saber: personalização das aulas por parte dos educadores frente ao grande número de alunos e a metodologia como potencializadora.
Dessa forma, o grande número de alunos em sala de aula, no Brasil, impede o professor de exercer uma maior atenção sobre aqueles que precisam. Condições como Transtorno de Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) requerem maior atenção, já que geralmente são crianças mais agitadas e com dificuldade na aprendizagem. Por isso, precisam de uma educação mais individualizada, em que seja possível reduzir as distrações, o que é impossibilitado quando há a dispersão facilitada pelo elevado número de alunos. Fato esse é corroborado pelos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em que o Brasil possui a média de alunos por sala de aula acima da média geral dos países mais ricos do mundo.
Somado a isso, a metodologia educativa aplicada para a maioria dos alunos pode dificultar o aprendizado de crianças com transtornos neurológicos. Uma criança com dislexia, caracterizada pela dificuldade na escrita e leitura, não aprende no mesmo ritmo e da mesma maneira que outra sem estar na mesma condição. Logo, o educador, o qual não conhece ou não é apresentado a outras formas metodológicas de ensino, não conseguirá potencializar esses alunos. Isto é, não conseguirá aperfeiçoá-lo, que é o objetivo da educação, segundo Paulo Freite.
Portanto, para se sanar tais problemáticas no Brasil, o poder legislativo precisa, por lei, reduzir o número de alunos por classe, nas escolas privadas e públicas, a fim de possibilitar ao educador uma atenção mais individualizada. Ademais, o Ministério da Educação precisa inserir, de forma obrigatória, metodologias alternativas de ensino na formação dos professores, para que esses sejam capazes de identificar e proporcionar um ensino mais efetivo conforme a necessidade do aluno. Assim, essas crianças serão incluídas e potencializadas nas escolas.