Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 31/08/2022
Sob a perspectivas de São Tomé de Aquino, todos os indivíduos de uma socie-dade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Diante disso, ao observar a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiros, nota-se que o assunto é secundarizado no Brasil, em virtude da baixa divulgação acerca desse desafio. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e o preconceito nas escolas.
A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da saúde pública agrava a problemática. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo grego Hipócrates, “um homem saudável é aquele que possui saúde mental e física em equilíbrio”. Portanto, a ausência de profissionais da saúde que acompanhem o desenvolvimento dos alunos com transtornos, em especial nas escolas, fazem com que eles não consigam ter um desempenho escolar adequado. Assim, fica evidente a importância de uma análise sobre a saúde e evolução educacional desses alunos, em vista de atenuar as possíveis consequências.
Outrossim, devido à falta de conhecimento, muitas pessoas acabam sendo preconceituosas com os alunos que tenham patologias neurológicas. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse enfoque, a discrimi-nação realizada no ambiente escolar é altamente nociva à esses alunos, sendo prejudicial ao seu desenvolvimento. Desse modo, torna-se notória a necessidade de ensinanças acerca da importância do respeito, e da inclusão desses alunos de forma igualitária nas escolas, por estudantes e professores.
Dessarte, fica evidente a importância da inclusão das pessoas com transtornos. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de leis, incluir no currículo escolar ensinamentos acerca das limitações dessas pessoas e como podem ser ajudadas pelos alunos nas escolas, e ao Ministério da Saúde, com investimentos e campa-nhas, contratar profissionais da área para acompanhar esses alunos de perto, com a finalidade de que eles possam progredir nos estudos, sejam inseridos de forma igualitária nos círculos sociais, e tenham os efeitos da doença atenuado. Em vista disso, o Brasil se aproximará da idealização de São Tomé de Aquino.